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Espectro de ondas: frequência, energia e direcção

A área de uma banda conta mais do que a altura isolada do pico no gráfico.

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O espectro descreve como a variabilidade da superfície se distribui por frequências e, quando existe informação direccional, por direcções. É outra vista do estado do mar, não um desenho de ondas alinhadas no espaço.

O eixo horizontal de um gráfico de frequência representa oscilações por segundo; o vertical pode representar densidade de variância. A altura do pico no papel não é altura de uma onda em metros.

Espectro fictício de duas bandas, densidade em m²/Hz e frequência em Hz. A tem centro 0,10 Hz, largura 0,02 Hz e densidade 2; B centro 0,20 Hz, largura 0,10 Hz e densidade 0,5. Áreas 0,04 e 0,05 m² somam m0=0,09 m², com Hm0=1,2 m. Não representa uma série de alturas individuais.
Espectro de ondas: frequência, energia e direcção

Diagrama original com dados fictícios ou processo idealizado. Não é previsão nem decisão de navegação.

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Espectro fictício de duas bandas, densidade em m²/Hz e frequência em Hz. A tem centro 0,10 Hz, largura 0,02 Hz e densidade 2; B centro 0,20 Hz, largura 0,10 Hz e densidade 0,5. Áreas 0,04 e 0,05 m² somam m0=0,09 m², com Hm0=1,2 m. Não representa uma série de alturas individuais.

Período e frequência são inversos

Uma frequência de 0,10 Hz significa 0,10 ciclos por segundo, ou um ciclo em 10 s. A 0,20 Hz, o período é 5 s.

A relação T=1/f exige frequência positiva e o mesmo referencial temporal. Ao transformar um eixo de frequência num de período, os intervalos deixam de ter espaçamento proporcional: não basta mudar os nomes dos algarismos.

Transformar uma densidade exige também respeitar a variável e as unidades do eixo.

Num espectro não direccional de elevação, S(f) pode usar m²/Hz. Multiplicar a densidade de uma banda pela sua largura em Hz dá uma contribuição em m².

Somando contribuições, aproximamos m0, a variância total. Assim, uma banda alta e estreita pode contribuir menos do que uma banda baixa e larga.

Ler só o ponto mais alto confunde densidade por unidade de frequência com a quantidade integrada na banda.

Banda fictíciaCentro fLargura ΔfS(f)S×Δf
A0,10 Hz0,02 Hz2 m²/Hz0,04 m²
B0,20 Hz0,10 Hz0,5 m²/Hz0,05 m²

Resumos de altura não se somam directamente

Se duas componentes forem tratadas como não correlacionadas no modelo estatístico, as variâncias podem somar-se. As alturas Hm0 correspondentes não se somam pela mesma regra, porque dependem da raiz quadrada.

Num exemplo independente, componentes com Hm0 de 2 m e 4 m têm m0 de 0,25 m² e 1 m². O conjunto tem Hm0=4√1,25≈4,472 m, não 6 m.

A hipótese sobre correlação é essencial; isto não soma duas cristas observadas nem calcula uma onda instantânea.

A direcção também pode depender da frequência

Duas componentes com períodos distintos podem vir de direcções diferentes. Um espectro direccional conserva essa distribuição; uma seta de «direcção média» comprime-a.

A direcção associada à banda de pico e uma média que reúne todo o espectro não são necessariamente o mesmo valor. Também há convenções DE e PARA: neste percurso, uma direcção marítima DE 315° identifica origem noroeste; propagação correspondente seria PARA 135°, na mesma referência verdadeira.

O espectro estimado por uma bóia depende de uma série finita, resposta dos sensores e processamento. Não contém toda a superfície nem determina a ordem exacta das ondas futuras.

A conta de duas bandas é uma integração transparente para aprender unidades e resumos, não um algoritmo de previsão. A interpretação aplicada de cruzamento de mares, corrente ou comportamento do barco precisa de mais contexto do que esta representação estatística.

  • Frequência e período precisam de unidades e referencial.
  • Área da banda = densidade × largura, neste modelo.
  • Período de pico e direcção média comprimem uma distribuição mais rica.

Fontes e referências

  1. Measurement Descriptions and Units ↗

    NOAA National Data Buoy Center · Wave summary and spectral wave data sections: WVHT, DPD, MWD, spectral density and frequency-dependent directions.

    Official HTML retrieved directly with HTTP 200; selected wave sections read. Sampling intervals are product-specific, not universal. No live buoy data or missing-value conventions adopted.

    Consultada em
  2. Nondirectional and Directional Wave Data Analysis Procedures — 02-404(1) ↗

    NOAA National Data Buoy Center · Marshall D. Earle, January 2003; §3.2.9 printed pp.7–9 / PDF pp.11–13; §3.2.10 printed pp.9–11 / PDF pp.13–15; Appendix A printed p.42 / PDF p.46.

    Official PDF retrieved directly with HTTP 200 and selected pages read. Historical technical report used for enduring definitions, not current instrument processing or numerical performance guarantees. No reproduced source diagrams.

    Consultada em
  3. How are significant wave height, dominant period, average period, and wave steepness calculated? ↗

    NOAA National Data Buoy Center · Opening significant-height paragraphs: WVHT=4√m0, m0 spectral sum; dominant period as inverse peak frequency.

    Official HTML retrieved directly with HTTP 200 and read after web extractor 403. Only definitions/formulae used; current band limits, steepness algorithm and operational interpretation excluded.

    Consultada em
  4. How are spectral wave data derived from buoy motion measurements? ↗

    NOAA National Data Buoy Center · Opening time-to-frequency description; closing directional parameters paragraph.

    Official HTML retrieved directly with HTTP 200. Enduring representation idea only; historical sensors/CD-ROM and hardware processing recommendations excluded.

    Consultada em

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