Por insideSail
Publicado sem revisão técnica · versão 2 ·
Construir um rumo para compensar uma corrente
Resolva o problema inverso: a derrota desejada é conhecida, a direcção através da água não.
Neste guia
Somar dois vectores conhecidos responde à pergunta «para onde vamos?». Para seguir uma direcção pretendida, a pergunta é diferente: qual deve ser o movimento através da água?
Aqui construímos essa solução num plano abstracto, com velocidade através da água de 5 nós, corrente constante de 1 nó para leste e derrota desejada para norte verdadeiro. Os dados são inventados e não descrevem previsão, barco ou entrada de porto.
Construções originais e fictícias para aprendizagem. Revisão de navegação pendente.
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1. Fixar referencial, tempo e escala
Todos os ângulos são verdadeiros; as setas apontam PARA o movimento. Assumimos ausência de abatimento, pelo que direcção através da água e proa coincidem neste modelo.
Escolhemos uma hora como intervalo de construção: 5 nós representam 5 milhas de deslocamento e 1 nó representa 1 milha. Uma escala única, por exemplo 40 mm por milha, serve para todas as linhas.
Não se misturam uma corrente de meia hora com uma linha do barco para uma hora.
2. Encontrar o triângulo, sem inventar a velocidade sobre o fundo
A partir de O, trace a linha norte da derrota desejada. Desenhe O→C para leste, com comprimento 1 milha, representando a corrente.
Com centro em C, desenhe um arco de raio 5 milhas: este raio representa o deslocamento do barco através da água. A intersecção G desse arco com a parte norte da linha desejada fecha o triângulo.
C→G fornece direcção e comprimento através da água; O→G fornece movimento sobre o fundo. A soma O→C + C→G = O→G é a verificação gráfica.
A relação em números
v água/solo + v barco/água = v barco/solo
Vectores em nós; construção para uma hora expressa os mesmos números em milhas.
O ângulo aponta ligeiramente para oeste, contra a componente lateral da corrente. Compensa-se a componente lateral, não se subtrai «um nó» à direcção.
A SOG não foi fixada em 5; saiu da construção. Desenhar primeiro um vector sobre o fundo de comprimento 5 e subtrair a corrente resolveria outro problema, em que também se tinha imposto a rapidez sobre o fundo.
Nesse caso, a rapidez requerida através da água seria √26≈5,099 nós, diferente do dado inicial.
3. Interpretar a solução e as hipóteses
Para um segmento abstracto de 6 milhas para norte, a duração ideal é 6/4,899≈1,225 horas, cerca de 73,5 minutos. O arco também cruza a linha para sul; rejeitamos essa solução porque o movimento pretendido é para norte.
Se a componente lateral da corrente excedesse os 5 nós disponíveis, não existiria intersecção neste modelo. Uma solução algébrica e uma direcção fisicamente executável à vela também não são a mesma coisa: andadura, velocidade disponível e abatimento precisariam de outro contexto.
A corrente real pode variar durante a etapa; a velocidade prevista pode não se manter. Não transportamos o resultado de 348,5° para qualquer viagem.
A construção ensina a diferença entre problema directo e inverso e deixa visíveis os dados que precisariam de validação. Converter depois para magnético ou da agulha altera a referência angular, mas não corrige uma hipótese de corrente inadequada.
- O raio representa rapidez através da água, não SOG.
- Use o mesmo intervalo e a mesma escala.
- Verifique a soma e escolha a intersecção com o sentido pretendido.
Fontes e referências
- Boat Crew Handbook — Navigation and Piloting, BCH16114.3 ↗
United States Coast Guard · Chapter 3 G.9–G.10, pp.3-138–3-140; F.11, pp.3-117–3-122.
DR/EP and distance–speed–time terminology only; current-circle construction is independently derived and numerically checked.
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