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Da demora observada à posição: uma construção completa

Identifique os objectos, inverta o sentido e conserve o instante de cada observação.

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Uma demora é uma direcção observada para um objecto. Para obter uma posição desenhada, precisamos de relacionar essa direcção com a posição atribuída ao objecto na carta.

Esta lição acompanha três referências fictícias num plano local, com norte verdadeiro para cima e eixos em milhas náuticas. O barco é inicialmente desconhecido.

As observações perfeitas e simultâneas são uma hipótese do primeiro desenho, não o comportamento prometido de instrumentos reais.

Grelha abstracta com três referências A, B e C e observações ideais simultâneas às 10:00 UTC. As direcções observadas do barco para os objectos são 000, 090 e 045 graus verdadeiros. Os traçados recíprocos dos objectos para o observador cruzam P a duas milhas leste e uma norte. Não representa marcas reais.
Da demora observada à posição: uma construção completa

Construções originais e fictícias para aprendizagem. Revisão de navegação pendente.

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Grelha abstracta com três referências A, B e C e observações ideais simultâneas às 10:00 UTC. As direcções observadas do barco para os objectos são 000, 090 e 045 graus verdadeiros. Os traçados recíprocos dos objectos para o observador cruzam P a duas milhas leste e uma norte. Não representa marcas reais.

1. Nomear a observação antes de desenhar

Referência fictíciaPosição (E;N)Demora do barco para o objectoInstante
A(2;4)000° T10:00 UTC
B(5;1)090° T10:00 UTC
C(5;4)045° T10:00 UTC

A identidade é parte do dado: observar a torre errada e desenhar a torre certa produz uma linha com aparência impecável e origem errada. Aqui as referências são letras sem localização real.

As demoras já foram dadas em norte verdadeiro. Uma leitura magnética, da agulha ou relativa teria de ser convertida com a informação aplicável antes do traçado. «045°» sem referência não identifica completamente a observação.

2. Traçar a partir do objecto com o sentido recíproco

A demora 000° T diz que A está a norte do barco. Por isso, a partir de A, o lugar possível do observador prolonga-se para sul, recíproco 180° T.

Trace essa linha com régua e transferidor. Para B, a observação 090° T corresponde à linha para oeste a partir de B, 270° T.

As duas linhas cruzam-se em P=(2;1). O resultado pertence ao instante das observações, não a uma posição futura nem ao ponto onde estava a embarcação ao abrir a carta.

3. Introduzir o que a construção ideal omitiu

Num caso real, pequenas diferenças podem formar um triângulo, chamado frequentemente triângulo de erro. Não há garantia universal de que a posição verdadeira esteja no interior nem no seu centro.

Um erro comum de referência pode deslocar todas as linhas, e uma identificação errada pode alterar apenas uma. A terceira linha acrescenta informação e possibilidade de detectar incoerência; não certifica automaticamente exactidão.

A posição das próprias referências também tem qualidade cartográfica.

Observações sucessivas também podem pertencer a lugares diferentes. A 5 nós constantes, 70 segundos correspondem a 5×70/3600≈0,0972 milhas, cerca de 180 m.

Desenhar todas as linhas como simultâneas apagaria esse movimento. Transportar linhas para um instante comum exige um modelo de movimento, passando a introduzir hipóteses adicionais; não basta mudar as horas na legenda.

O exemplo numérico mostra a dimensão da questão sem prescrever cadência operacional.

O registo completo guarda objecto, demora, referência, instante e origem. A construção responde a «onde seria o barco compatível com estes dados?».

Utilizá-la numa aproximação exige aprendizagem prática, documentos actualizados e avaliação da incerteza em relação ao espaço disponível. A grelha permite aprender o método e as suas dependências sem inventar marcas reais ou uma trajectória segura.

  • O sentido observado é barco→objecto; o traçado começa no objecto.
  • Uma posição pertence ao instante das observações.
  • Três linhas coerentes podem continuar a partilhar um erro.

Fontes e referências

  1. Boat Crew Handbook — Navigation and Piloting, BCH16114.3 ↗

    United States Coast Guard · Chapter 3 E.9, printed p.3-94; E.12.a–E.12.b, pp.3-101–3-102. Chapter 3 G.9–G.10, pp.3-138–3-140; F.11, pp.3-117–3-122.

    Bearing-to-line relationship only. The suggestion that the true position is at the centre of a triangle is not adopted; all example geometry is original. DR/EP and distance–speed–time terminology only; current-circle construction is independently derived and numerically checked.

    Consultada em

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