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Verificação técnica automatizada · versão 2 ·

Moitões: esforço e comprimento num modelo ideal

Uma redução de esforço não cria energia nem determina a capacidade das ferragens.

7 min de leitura
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Seguir um cabo ajuda a reconhecer a função. Para compreender a desmultiplicação de um conjunto de moitões, precisamos separar o movimento de cada parte do percurso do cabo.

Um moitão fixo pode mudar a direcção do puxar sem multiplicar a força ideal aplicada à parte móvel. Um conjunto com moitão móvel pode distribuir essa força por vários ramais.

A quantidade de roldanas visíveis não basta para identificar a relação. Esta aula usa desenhos de mesa sem carga real e hipóteses explícitas, não uma instrução para montar ou seleccionar um aparelho.

Cabo ideal contínuo: extremidade presa ao apoio superior fixo, desce por um lado do moitão móvel, contorna por baixo, sobe no segundo ramal, passa num retorno fixo e termina no chicote livre. Os dois ramais verticais suportam 80 newtons com tensão 40 newtons em cada. Subir o moitão 0,20 metro exige recolher 0,40 metro de chicote. Atrito, massa, alongamento e aceleração são desprezados.
Dois ramais sustentam a parte móvel

Modelo ideal fictício; não dimensiona ferragens.

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Cabo ideal contínuo: extremidade presa ao apoio superior fixo, desce por um lado do moitão móvel, contorna por baixo, sobe no segundo ramal, passa num retorno fixo e termina no chicote livre. Os dois ramais verticais suportam 80 newtons com tensão 40 newtons em cada. Subir o moitão 0,20 metro exige recolher 0,40 metro de chicote. Atrito, massa, alongamento e aceleração são desprezados.

Começar por aquilo que se move

No desenho, marque um conjunto fixo e outro móvel. Siga um único cabo contínuo desde a extremidade presa até à extremidade livre.

Num arranjo directo 2:1, dois ramais idealmente paralelos sustentam a parte móvel. Se esta sobe 0,20 m, cada ramal encurta 0,20 m e precisam de ser recolhidos 0,40 m de cabo.

É uma relação de comprimento, mesmo antes de falar em forças. Um moitão adicional apenas para mudar o rumo da extremidade livre pode deixar essa relação inalterada.

A conta ideal conserva o trabalho

Assumimos cabo sem massa e sem alongamento, atrito desprezável e movimento lento, sem aceleração relevante. A tensão é igual ao longo desse cabo ideal.

Com dois ramais paralelos, a força resultante sobre a parte móvel é duas vezes a tensão de um ramal. Para um esforço resistente fictício de 80 N, a extremidade livre precisa idealmente de 40 N.

Ao mover a parte resistente 0,20 m, o trabalho é 16 J; 40 N vezes 0,40 m também dá 16 J. Nada foi ganho em energia.

A relação em números

2:1 ideal: F = R ÷ 2; comprimento recolhido = 2 × deslocamento

Forças em N; comprimentos em m; trabalho em J. Ramais paralelos e perdas desprezadas.

Mais desmultiplicação, outro percurso

Num modelo directo ideal 4:1 com quatro ramais de sustentação, deslocar a parte móvel 0,20 m recolhe 0,80 m de cabo. A força ideal para o mesmo R de 80 N seria 20 N.

A comparação mostra duas consequências simultâneas: menos esforço e mais comprimento a gerir. Não diz que uma pessoa consegue operar um sistema real nem que a velocidade de resposta melhora.

A ficha Seldén descreve essa troca entre força e comprimento, mas os seus exemplos de produto não são transferidos para este exercício.

Na realidade, atrito, rolamentos, ângulos, elasticidade e estado do cabo alteram o resultado. Um ramal inclinado não fornece toda a sua tensão na direcção de deslocamento escolhida.

Sistemas em cascata exigem analisar cada estágio, em vez de contar todos os cabos na fotografia. Um bloqueio também não significa que a relação ideal ficou errada.

Pode existir uma pergunta sobre percurso ou estado que o modelo não contém. A representação serve para perceber limites, não para compensar um problema puxando com mais força.

Tensão no cabo não é carga em todas as peças

O ponto fixo, as roldanas e o conjunto móvel recebem combinações de forças diferentes. Num moitão de retorno, a força sobre a sua fixação depende das direcções do cabo.

Não associe “só puxo 20 N” à capacidade necessária de cada peça. A informação de fabricante distingue carga do produto e carga na linha.

Além disso, força não é massa: os N desta aula não devem ser convertidos em quilogramas de produto sem explicar a grandeza. Dimensionamento e aplicações com pessoas ficam fora deste exercício.

  • A desmultiplicação ideal troca esforço por comprimento, não cria energia.
  • Conte ramais pertinentes depois de identificar o corpo móvel.
  • A carga de uma ferragem não é automaticamente a tensão da extremidade livre.

Fontes e referências

  1. Deck Hardware — 595-905-E, Version 12 ↗

    Seldén Mast · Printed/PDF p.6 Purchase systems; distinct line/product loads; restriction against human suspension.

    Official 114-page PDF downloaded; entire selected p.6 read. Source uses kg load shorthand; our fictional ideal calculation uses forces in N. No product ratings, selection method, rigging diagram, prescribed effort or manufacturer artwork reused.

    Consultada em

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