Por insideSail
Verificação técnica automatizada · versão 2 ·
Onde está em relação ao barco?
Amura, través e alheta acrescentam uma zona à indicação do bordo.
Neste guia
Exemplos fictícios de posições relativas aproximadas; não são sectores de luzes nem limites do RIEAM.
insideSailOriginal insideSail artwork — all rights reservedAmpliar o esquema
Dizer que algo está a bombordo identifica um lado, mas ainda deixa uma grande zona por descrever. A amura fica junto à parte dianteira de cada bordo; o través corresponde à zona lateral entre frente e trás; a alheta fica junto à parte traseira.
Os termos podem identificar regiões do barco ou a posição aproximada de um objecto em relação a ele. O contexto da frase mostra qual das leituras é a pretendida.
Uma peça no barco e um objecto fora dele
“Uma abertura na amura de bombordo” localiza uma parte do barco. “Um círculo pela amura de bombordo” localiza um objecto externo na figura.
A primeira relação acompanha a embarcação porque a abertura pertence a ela; a segunda depende da posição relativa entre barco e círculo. Rodar o conjunto inteiro na página conserva ambas.
Rodar apenas o barco pode alterar a segunda sem alterar a primeira. Este detalhe esclarece por que um sector pode surgir em plantas interiores, descrições do casco e textos sobre o que se vê de bordo, com propósitos diferentes.
Uma legenda completa identifica se está a nomear uma região física ou uma direcção relativa. Se o desenho seguinte usa uma seta de norte, essa seta acrescenta uma referência ao mapa; não substitui os lados nem transforma palavras aproximadas numa medição angular.
Uma referência que acompanha a proa
Na figura, o barco funciona como uma pequena grelha que roda com ele. A proa define a frente; bombordo e estibordo conservam os lados.
Um objecto fictício fora do barco pode ficar pela amura de estibordo, pelo través ou pela alheta, consoante a orientação da embarcação. Isto acrescenta precisão a uma descrição sem exigir uma coordenada.
Também explica por que a mesma fotografia precisa de proa identificada para que a legenda seja interpretada correctamente.
| Expressão | O que acrescenta |
|---|---|
| Pela amura de estibordo | Zona da frente, do lado de estibordo. |
| Pelo través de bombordo | Relação aproximadamente lateral, a bombordo. |
| Pela alheta de estibordo | Zona de trás, do lado de estibordo. |
| Para vante / para ré | Direcção para a proa / para a popa. |
Exemplo comentado: o barco roda, o objecto fica
A explicação não representa uma decisão de navegação. Não existe uma segunda embarcação com rumo ou velocidade que se deva avaliar.
Estamos apenas a separar duas informações: onde está o objecto na página e onde está em relação à proa. Esta separação será útil ao ler outros desenhos, porque impede que uma direcção relativa seja confundida com um ponto fixo do mapa.
As duas descrições podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, usando referências diferentes.
Região aproximada e ângulo não são a mesma coisa
As zonas do esquema são deliberadamente suaves. Uma expressão como “pela alheta” orienta uma leitura, mas não fornece por si um ângulo exacto.
Se um documento apresentar uma demora em graus, a referência e a convenção de medição acompanham o valor. A aula central de azimute e demora explica essa notação.
Não usamos aqui sectores de luzes ou limites do regulamento como fronteiras das palavras comuns: seriam outro assunto com outro âmbito.
Duas ambiguidades que vale a pena reconhecer
Em inglês, beam também aparece como dimensão: a boca do barco. “Beam of three metres” trata de largura; “on the port beam” trata de uma posição relativa.
Em português, amura pode aparecer em descrições de vela ou do bordo de navegação, além de nomear uma região do barco. A tradução correcta vem da frase completa.
Trocar cada palavra por uma equivalência única num dicionário pode tornar uma descrição menos clara, mesmo que os termos individuais pareçam familiares.
Uma descrição útil pode combinar lado, zona e objecto: “vigia na zona da amura de bombordo”, por exemplo, numa imagem que o mostre. Se apenas sabemos o lado, conservar “a bombordo” é suficiente; acrescentar uma zona que não vemos criaria uma falsa precisão.
A linguagem técnica ajuda quando torna a referência partilhada e verificável. Não precisa de ser mais complicada do que a informação disponível permite.
Três ideias para guardar
- Os sectores relativos acompanham a orientação do barco.
- Amura, través e alheta acrescentam uma zona, sem fornecer sempre um ângulo.
- Leia o contexto antes de traduzir palavras com vários sentidos.
Conceitos desta lição
Través — posição relativa
Relação aproximadamente lateral com o barco, distinguindo o bordo de bombordo ou de estibordo. Não é a dimensão boca, embora beam também tenha esse sentido em inglês.
Amura — região do barco
Região dianteira de cada bordo, usada também como referência aproximada para algo visto pela frente e pelo lado do barco. Aqui não designa o punho de uma vela nem o bordo de navegação.
Alheta — região do barco
Região traseira de cada bordo, usada também para uma posição aproximada vista para trás e para o lado. O barco fornece a referência.
Fontes e referências
- Nomenclatura de uma Embarcação ↗
CMAS Europe · Lists: proa, popa, amura, alheta, través; vante, ré, meia nau; obras vivas/mortas.
Portuguese terminology consulted; photographs and navigation-light references are not reproduced.
Consultada em
Continue a descobrir
A próxima peça do puzzle
Conversa sobre este conceito
A carregar a conversa…