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Luzes de sectores: para a fonte ou a partir dela?

Duas setas na mesma linha podem ter azimutes opostos; declare sempre a referência.

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Um farolim de sectores apresenta cores ou ritmos diferentes em arcos definidos. A cor que chega ao observador depende da sua posição relativamente à fonte.

A dificuldade surge quando desenhamos os números: a demora do mar para a luz e a direcção do feixe que sai da luz são opostas. Declarar a origem da seta evita colocar um sector do lado errado, mesmo que os números tenham sido copiados correctamente.

Norte verdadeiro para cima. Fonte L e observador A a sul: demora A→L000graus versus azimute L→A180graus. Sector branco fictício descrito350→010vistodo mar para luz corresponde ao leque de saída170→190a sul. Outros sectores não especificados; sem escala de alcance ou trajectória. Limite nominal e zona de incerteza separados no texto.
Sector · duas direcções opostas

Esquema original de interpretação; funções e referências declaradas. Sem escala, instalação aprovada ou percurso operacional.

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Norte verdadeiro para cima. Fonte L e observador A a sul: demora A→L000graus versus azimute L→A180graus. Sector branco fictício descrito350→010vistodo mar para luz corresponde ao leque de saída170→190a sul. Outros sectores não especificados; sem escala de alcance ou trajectória. Limite nominal e zona de incerteza separados no texto.

Para a luz ou a partir da luz?

As convenções IHO consultadas indicam demoras verdadeiras, medidas no sentido dos ponteiros do relógio. Os limites dos sectores são dados do mar para a luz.

A documentação UKHO consultada usa igualmente demoras vistas do mar. Por isso, o número pertence à linha de visada do observador para a fonte.

Para desenhar o leque a sair da fonte, precisamos da direcção recíproca. A leitura de uma publicação deve começar pela sua convenção, não por imaginar onde fica o norte da página.

Na figura, norte verdadeiro aponta para cima. A está directamente a sul da fonte L.

A demora A→L é 000°; a direcção L→A é 180°. São sentidos diferentes sobre a mesma recta.

Rodar o barco no ponto A não muda essa relação, porque a demora depende das posições. Também não transforma automaticamente 000° no rumo ou proa do barco.

Estes campos respondem a perguntas diferentes.

Caso resolvido: um sector que atravessa 000°

  1. Calcule a largura atravessando o norte: de 350° a 360° são 10°; de 000° a 010° são mais 10°. Total: 20°.
  2. Converta o primeiro limite na direcção de saída: 350°+180°=530°; retirando uma volta de 360°, obtém 170°.
  3. Converta o segundo: 010°+180°=190°.
  4. Desenhe o leque de saída entre 170° e 190°, a sul da fonte. O observador em 180° de saída vê a fonte em 000°.
Demora para LDirecção L→observadorRelação no caso fictício
355°175°Dentro do sector nominal branco
000°180°No centro angular representado
005°185°Dentro do sector nominal branco
015°195°Fora; cor adjacente não especificada

A palavra nominal é importante nos limites. Entre sectores pode existir uma pequena zona de incerteza de cor ou intensidade, e um desenho não promete uma mudança perfeita e instantânea para o olho.

Também há sectores ocultados por obstáculos. A IHO trata separadamente limites, arcos de legenda e ocultações.

Uma faixa de cor não fornece sozinha alcance luminoso, distância à fonte ou condição de visibilidade.

O que a cor significa depende da função publicada

Sectores podem identificar canais, mudanças de direcção, junções, perigos ou outras referências. Branco não é uma declaração universal de água segura para todos os calados.

Vermelho e verde de um farolim também não são as luzes de bordo de um navio. Quando assinalam limites de canal, região e sentido convencional têm a função correspondente.

A documentação local declara o significado concreto, e a carta actual acrescenta profundidades e restrições.

Confusões frequentes e pontos a recordar

  • 350°→010° atravessa o norte; não é um sector de 340°.
  • Para a fonte e a partir da fonte diferem 180° neste modelo geométrico.
  • Demoras verdadeiras não se confundem com leituras magnéticas ou da agulha.
  • Cor, característica, limite nominal, alcance e profundidade são informações distintas.

Compare os observadores de 005° e 015° de demora para a fonte: a posição angular mudou e o segundo saiu do branco nominal. Compare depois duas proas no ponto de 005°: a posição não mudou, pelo que o sector recebido se conserva.

IHO S-4, edição 4.10.0, Março de 2026: B-132 e B-132.1–3, páginas PDF 59–60; B-475. IALA R1001, edição 2.0, Junho de 2023: 2.7.3. UKHO Harbour Master’s Guide, Julho de 2026, página impressa 19 (PDF 20). Em Portugal, RBMN artigo 18. A página Maritime NZ anteriormente citada sustenta a referência para a fonte no seu âmbito; não acrescenta requisitos neozelandeses à Europa. ↗

Fontes e referências

  1. RBMN — artigo 14: Boias de assinalamento de emergência ↗

    Diário da República · RBMN annex Article 18; printed p.1981, PDF p.4.

    Annex RBMN Article 18, published text 24 June 2016. Commencement follows Portaria Article5; later national interpretation/updates and local directions require qualified checking. Not treated as automatic adoption of IALA2023.

    Consultada em
  2. Maritime NZ — Aids to navigation application help: sectored and obscured arcs ↗

    Maritime New Zealand · Details of lights: Obscured Arcs and Sectored Arcs paragraphs; directions given by observer from seaward, bearings true and clockwise. Other form specifications excluded.

    Official page directly consulted11October2026. Supports only explicit direction/reference explanation; local NZ equipment, legislation and rhythm summaries are not imported.

    Consultada em
  3. Regulations for International (INT) Charts and Chart Specifications of the IHO — S-4 ↗

    International Hydrographic Organization · B-460–B-466 buoy characteristics; B-471 light descriptions; B-475.1–B-475.6 sectors and leading lights; PDF pp.306–331 and 336–339. B-132/B-132.1–3, PDF59–60: true clockwise bearings, sector/leading bearings from seaward, reciprocals. B-433.1–3, PDF233–234: marks, legends and navigable versus remaining lead; B-475.6, PDF339 cross-reference.

    Official 452-page PDF directly consulted; edition verified against current IHO catalogue. Original educational fragments rather than reproduced INT1 symbol plates. Paper chart conventions are not universal electronic display behaviour. Exact additional passages directly read from official freshly fetched March2026 edition; existing source/regulatory records unchanged. Original reference geometry is not a chart or engineering approval.

    Consultada em
  4. UKHO and UKHMA Harbour Master’s Guide to Hydrographic and Maritime Information Exchange, July 2026 ↗

    United Kingdom Hydrographic Office · Cover PDF1: July 2026; Aids to Navigation, printed p.19/PDF20: sector bearings from seaward, leading-light lead/distance.

    The official file cover, directly read 12 October 2026, says July 2026; the URL path 2025-05 is not the edition. Canonical and historical query URLs return the same PDF SHA-256 6951106a59a8cd21766cb022102b23a9d614eaeed1e60635a994e4b7b55b58b4. The previous April 2025 bibliographic label is preserved in the original manuscript pack, not propagated to this new citation. Terminology and institutional reporting context only; not pilotage or a Europe-wide procedure.

    Consultada em
  5. IALA R1001 — Lighthouses, leading lines, sector lights and other aids ↗

    IALA · Sections 2.7.1–2.7.6; PDF p.21 onwards; edition 2.0 June 2023.

    IALA recommendation, edition 2.0 June 2023, 2.7.1–2.7.6. Consulted edition does not establish individual national effective dates. Publication and jurisdiction require qualified review.

    Consultada em

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