Por insideSail
Publicado sem revisão técnica · versão 3 ·
Regiões A e B: declare primeiro o sentido da balizagem
As cores laterais mudam por região; a referência não é a proa momentânea.
Neste guia
Uma marca lateral diz de que lado fica um limite do canal. Para a compreender, são necessárias duas referências: a região do sistema IALA e o sentido convencional da balizagem.
Esse sentido é definido para o local; não acompanha a proa de cada barco. É esta diferença que explica por que uma mesma marca pode aparecer à nossa esquerda numa viagem e à direita no regresso, sem ter mudado de identidade.
Comece pela seta, depois leia a marca
Esquema original, sem escala espacial; não é carta, rota ou instrução de navegação.
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No desenho, a seta fixa o sentido convencional. Imagine-se a olhar ao longo dela: bombordo fica à esquerda e estibordo à direita.
Estes lados classificam as marcas naquele sentido, não a posição de uma pessoa que olha para elas de terra ou fotografa de uma proa oposta. O Norte cartográfico é outra referência: uma seta de balizagem pode apontar para norte, sul ou qualquer outra direcção.
| Região | Bombordo no sentido convencional | Estibordo no sentido convencional |
|---|---|---|
| A | Vermelho; cilindro | Verde; cone para cima |
| B | Verde; cilindro | Vermelho; cone para cima |
O que muda entre A e B?
Mudam as cores das marcas laterais, incluindo a luz quando instalada. Conservam-se os lados associados às formas: cilindro para bombordo, cone com vértice para cima para estibordo.
Um cilindro tem topo plano; um cone termina num vértice. Nem todas as bóias têm esses corpos distintivos.
Um fuso ou uma antena pode transportar a marca de topo correspondente, quando praticável. Essa peça superior, também chamada alvo no RBMN, ajuda a identificar a marca; não é um reflector radar.
A mudança regional não troca as características de cardeais, perigo isolado, águas limpas, marcas especiais ou emergência. Uma cardeal norte continua a ser preta sobre amarela, com dois cones para cima, nas duas regiões.
Na Europa encontramos a região A, incluindo Portugal e Reino Unido. A região B abrange, entre outros, as Américas, Japão, República da Coreia e Filipinas.
A referência da área concreta deve confirmar-se nos documentos náuticos apropriados.
Como se define o sentido?
A R1001 prevê o sentido geral de aproximação do mar a um porto, rio, estuário ou outra via navegável. Também admite um sentido determinado pela autoridade competente, consultando países vizinhos quando adequado; em princípio, acompanha as massas terrestres no sentido dos ponteiros do relógio.
“Ao entrar, vermelho a bombordo” é uma ajuda de memória para A, mas não substitui a definição. Um canal entre duas áreas pode exigir uma referência publicada que não se deduz da palavra entrar.
Portugal e erros frequentes
A Portaria 177/2016 adopta a região A e atribui a direcção técnica à Direção de Faróis, integrada na DGAM. Entrou em vigor na publicação, em 24 de Junho de 2016, e transpõe a revisão IALA de 2010.
A recomendação internacional consultada nesta lição é de Junho de 2023. Uma nova recomendação não altera automaticamente o diploma nacional.
A R1001 e o RBMN também relacionam numeração e inscrições com o sentido convencional; pares no vermelho e ímpares no verde não devem ser transferidos para qualquer tipo de marca ou tratados como substituto da identificação local.
Bombordo e estibordo do próprio barco são lados fixos, definidos quando olhamos da popa para a proa. Não mudam por uma pessoa virar-se para trás.
Nas marcas laterais, os mesmos nomes são aplicados a um canal com a referência convencional declarada. Separar estes dois usos também evita confundir uma luz vermelha de uma bóia com a luz vermelha de navegação de um barco, que pertence ao RIEAM e tem outra função.
- Separar a região, o sentido convencional e a proa do barco.
- Cor e forma são características complementares, não profundidades.
- Uma fotografia sem região e sentido pode deixar a identificação incompleta.
Referências: IALA R1001, edição 2.0, Junho de 2023, 2.1.1–2.1.4 e anexo A; Portugal: Portaria 177/2016, artigos 2, 3 e 5; anexo RBMN, artigos 4–7.
Conceitos desta lição
Sentido convencional de balizagem
Referência publicada para ler os lados das marcas laterais, definida pela aproximação do mar ou pela autoridade; não gira com a proa do observador.
Reconhecimento educativo; não fornece uma rota nem profundidade.
Marca de topo / alvo
Elemento de reconhecimento superior cuja forma e cor participam na identidade da marca; distingue-se do corpo, da lanterna e do reflector radar.
Reconhecimento educativo; não fornece uma rota nem profundidade.
Fontes e referências
- Portaria 177/2016 — Regulamento de Balizagem Marítima Nacional ↗
Diário da República / Defesa Nacional e Mar · Portaria articles 1–5 and RBMN annex articles 1–22; printed pp.1978–1983, PDF pp.1–6.
Original official act and full annex directly consulted, not the neighbouring issue segment ending at p.1978. Portugal Region A, Direção de Faróis/DGAM. National implementation references the 2010 IALA revision; 2023 recommendations are not automatically substituted.
Consultada em - IALA R1001 — Regions, conventional direction and lateral identification ↗
IALA · Sections 2.1.1–2.1.5; PDF p.9 onwards; edition 2.0 June 2023.
IALA recommendation, edition 2.0 June 2023, 2.1.1–2.1.5. Consulted edition does not establish individual national effective dates. Publication and jurisdiction require qualified review.
Consultada em - IALA R1001 — Lateral marks and preferred channels, Regions A and B ↗
IALA · Sections 2.1.3–2.1.5; PDF p.10 onwards; edition 2.0 June 2023.
IALA recommendation, edition 2.0 June 2023, 2.1.3–2.1.5. Consulted edition does not establish individual national effective dates. Publication and jurisdiction require qualified review.
Consultada em - RBMN — artigo 3: Método de caracterização das marcas ↗
Diário da República · RBMN annex Article 4; printed p.1979, PDF p.2. RBMN annex Article 5; printed p.1979, PDF p.2. RBMN annex Article 6; printed p.1979, PDF p.2. RBMN annex Article 7; printed p.1979, PDF p.2.
Annex RBMN Article 4, published text 24 June 2016. Commencement follows Portaria Article5; later national interpretation/updates and local directions require qualified checking. Not treated as automatic adoption of IALA2023. Annex RBMN Article 5, published text 24 June 2016. Commencement follows Portaria Article5; later national interpretation/updates and local directions require qualified checking. Not treated as automatic adoption of IALA2023. Annex RBMN Article 6, published text 24 June 2016. Commencement follows Portaria Article5; later national interpretation/updates and local directions require qualified checking. Not treated as automatic adoption of IALA2023. Annex RBMN Article 7, published text 24 June 2016. Commencement follows Portaria Article5; later national interpretation/updates and local directions require qualified checking. Not treated as automatic adoption of IALA2023.
Consultada em
Referências regulamentares
- Lateral marks and preferred channels, Regions A and B ↗
IALA R1001 edition 2.0 June 2023 · IALA · International recommendation; competent-authority implementation
Verificada em - Regions, conventional direction and lateral identification ↗
IALA R1001 edition 2.0 June 2023 · IALA · International recommendation; competent-authority implementation
Verificada em - Portaria 177/2016 — RBMN adoption and technical direction ↗
Original published act 24 June 2016 · Defesa Nacional e Mar · Portugal
Verificada em - RBMN artigo 5 — Regiões de balizagem ↗
Portaria 177/2016, original published annex · Defesa Nacional e Mar; technical direction Direção de Faróis / DGAM · Portugal
Verificada em - RBMN artigo 4 — Sentido convencional de balizagem ↗
Portaria 177/2016, original published annex · Defesa Nacional e Mar; technical direction Direção de Faróis / DGAM · Portugal
Verificada em - RBMN artigo 6 — Regras gerais das marcas laterais ↗
Portaria 177/2016, original published annex · Defesa Nacional e Mar; technical direction Direção de Faróis / DGAM · Portugal
Verificada em - RBMN artigo 7 — Marcas laterais — região A ↗
Portaria 177/2016, original published annex · Defesa Nacional e Mar; technical direction Direção de Faróis / DGAM · Portugal
Verificada em
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