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À vela e a motor: estado, vento e regras aplicáveis

A Regra 12 exige dois navios à vela, à vista e com risco de abalroamento.

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O mesmo casco com vela aparece sem e com propulsão mecânica. Num painel separado, vento de cima encontra uma proa oblíqua e a grande a estibordo; para a Regra 12 o bordo de barlavento é o oposto.
O mesmo casco, dois estados

Esquema original de reconhecimento, sem escala; não é instrução de navegação.

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O mesmo casco com vela aparece sem e com propulsão mecânica. Num painel separado, vento de cima encontra uma proa oblíqua e a grande a estibordo; para a Regra 12 o bordo de barlavento é o oposto.

A fotografia de um mastro não determina se a embarcação é um navio à vela para o RIEAM. A Regra 3(c) exige utilização da vela sem utilização da propulsão mecânica.

Um veleiro a motor pertence, nesse estado, à classificação de propulsão mecânica. A diferença interessa ao encontro e aos sinais, não apenas à categoria comercial do modelo.

O primeiro painel distingue dois estados do mesmo casco fictício; o segundo explica a relação ao vento usada pela Regra 12, sem representar uma manobra.

As condições que vêm antes da Regra 12

A Regra 12 está na Secção II, aplicável a navios à vista um do outro. A sua alínea (a) trata dois navios à vela que se aproximam com risco de abalroamento.

As obrigações da Secção I continuam, e a ultrapassagem da Regra 13 pode ser determinante. Portanto, “ambos têm velas” não encerra a apreciação.

É necessário conservar classificação real, condição visual, risco e relação de ultrapassagem. Nos canais e esquemas de tráfego, as obrigações adicionais das Regras 9 e 10 também não desaparecem.

Quando recebem o vento por bordos diferentes, a Regra 12(a)(i) atribui ao navio que o recebe por bombordo a obrigação de se afastar. Quando ambos recebem pelo mesmo bordo, (a)(ii) manda o de barlavento afastar-se do de sotavento.

Estas relações não dependem de qual é o barco mais rápido, mais caro ou maior. Barlavento refere o lado de onde o vento vem; sotavento, o lado para onde vai.

É uma referência ao vento e à relação entre navios, não ao norte do mapa.

A definição específica do bordo de barlavento

Para a Regra 12, a alínea (b) define o bordo de barlavento como o oposto ao bordo onde se encontra a vela grande. Nos navios de armação redonda, usa a maior vela longitudinal.

Esta definição legal não deve ser substituída por olhar só para uma bandeira ou para a direcção da proa. A posição da grande é especialmente importante numa representação de popa.

O nosso desenho identifica a vela principal e a origem do vento, para que a relação fique visível e não dependa de uma cor decorativa.

A Regra 12(a)(iii) trata a incerteza: um navio que recebe o vento por bombordo e vê outro a barlavento, sem conseguir determinar com certeza por que bordo este o recebe, deve afastar-se. A disposição não diz que qualquer dúvida sobre qualquer barco cria sempre o mesmo papel.

O sujeito e a localização do outro são condições expressas. Junta-se à regra geral de apreciar risco em caso de dúvida, mas não é sinónimo dela.

As duas perguntas são risco e responsabilidade, respectivamente.

Propulsão e sinais precisam de coerência

A Regra 25(e) exige a marca de cone com vértice para baixo a vante para um navio que segue à vela usando também propulsão mecânica. A sua apresentação diurna liga-se à Parte C.

À noite, a classificação afecta as luzes aplicáveis, não autoriza misturar conjuntos ao acaso. Um motor simplesmente instalado, ou uma operação eléctrica sem propulsão, não deve ser confundido automaticamente com uso da propulsão mecânica.

A condição do encontro tem de corresponder ao que realmente está a acontecer e à disposição exacta, não ao nome “veleiro”.

O conceito em poucas palavras

Navio à vela no RIEAM

Navio que utiliza vela sem usar a propulsão mecânica, se instalada, segundo a Regra 3(c); distingue-se do tipo comercial veleiro.

Definição educativa; consultar o âmbito da regra indicada.

Fontes e referências

  1. RIEAM / COLREGs — Rule 9: Narrow channels ↗

    Instituto Hidrográfico / International Maritime Organization · Rule 9, normative Portuguese printed p.11 (PDF p.17); International English cross-check in USCG handbook.

    Rule 9; IH normative Portuguese printed p.11, PDF p.17; English International column cross-check. Individual provision commencement not established: valid_from remains null.

    Consultada em
  2. RIEAM / COLREGs — Rule 11: Application of Section II ↗

    Instituto Hidrográfico / International Maritime Organization · Rule 11, normative Portuguese printed p.17 (PDF p.23); International English cross-check in USCG handbook. Rule 12, normative Portuguese printed p.17 (PDF p.23); International English cross-check in USCG handbook.

    Rule 11; IH normative Portuguese printed p.17, PDF p.23; English International column cross-check. Individual provision commencement not established: valid_from remains null. Rule 12; IH normative Portuguese printed p.17, PDF p.23; English International column cross-check. Individual provision commencement not established: valid_from remains null.

    Consultada em
  3. RIEAM / COLREGs — Rule 25: Sailing vessels underway and vessels under oars ↗

    Instituto Hidrográfico / International Maritime Organization · Rule 25, normative Portuguese printed p.39 (PDF p.45); International English cross-check in USCG handbook.

    Rule 25; IH normative Portuguese printed p.39, PDF p.45; English International column cross-check. Individual provision commencement not established: valid_from remains null.

    Consultada em
  4. RIEAM / COLREGs — Rule 13: Overtaking ↗

    Instituto Hidrográfico / International Maritime Organization · Rule 13, normative Portuguese printed p.19 (PDF p.25); International English cross-check in USCG handbook.

    Rule 13; IH normative Portuguese printed p.19, PDF p.25; English International column cross-check. Individual provision commencement not established: valid_from remains null.

    Consultada em
  5. RIEAM / COLREGs — Rule 18: Responsibilities between vessels ↗

    Instituto Hidrográfico / International Maritime Organization · Rule 18, normative Portuguese printed p.23 (PDF p.29); International English cross-check in USCG handbook.

    Rule 18; IH normative Portuguese printed p.23, PDF p.29; English International column cross-check. Individual provision commencement not established: valid_from remains null.

    Consultada em
  6. RIEAM / COLREGs — Rule 2: Responsibility ↗

    Instituto Hidrográfico / International Maritime Organization · Rule 3, normative Portuguese printed p.3 (PDF p.9); International English cross-check in USCG handbook.

    Rule 3; IH normative Portuguese printed p.3, PDF p.9; English International column cross-check. Individual provision commencement not established: valid_from remains null.

    Consultada em
  7. RIEAM / COLREGs — Rule 10: Traffic separation schemes ↗

    Instituto Hidrográfico / International Maritime Organization · Rule 10, normative Portuguese printed p.14 (PDF p.20); International English cross-check in USCG handbook.

    Rule 10; IH normative Portuguese printed p.14, PDF p.20; English International column cross-check. Individual provision commencement not established: valid_from remains null.

    Consultada em

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